Práticas Laboratorias em Biologia Vegetal

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AULA 48 – PÓS-COLHEITA DE FRUTOS CLIMATÉRICOS E NÃO CLIMATÉRICOS

Introdução

A respiração é o principal processo fisiológico envolvido na pós-colheita de frutos. No início do desenvolvimento, a taxa respiratória do fruto é máxima e reduz à medida que ele desenvolve. Frutos como uva, laranja, que apresentam esse padrão respiratório, são chamados “não climatéricos”, e são colhidos no ponto de consumo (Tabela 1). No entanto, em alguns frutos, no final do desenvolvimento ocorre um aumento na taxa respiratória, ou seja, na produção de CO2, associado a um aumento na síntese de etileno – o climatério. Os frutos que apresentam esse padrão respiratório são chamados de “climatéricos” (Figura 1) como o tomate, banana, abacate, manga, mamão, e amadurecem após colhidos.

Tabela 1. Frutos climatéricos e não climatéricos

tabela_1

Fig_1 correto .jpg

Figura 1. Padrão respiratório de frutos climatéricos e não climatéricos


Objetivos específicos desta prática

Comparar, qualitativamente, a atividade respiratória em frutos climatéricos e em frutos não climatéricos;

Correlacionar a respiração com a vida útil pós-colheita de frutos climatéricos e não climatéricos.


Procedimentos

Para testar o efeito da temperatura na respiração de frutos climatéricos e não climatéricos deve-se reservar quatro recipientes (dessecadores ou vidros grandes) e identificá-los com as seguintes marcações:

  • Recipiente 1: frutos climatéricos + temperatura ambiente;
  • Recipiente 2: frutos climatéricos + temperatura geladeira ou câmara fria;
  • Recipiente 3: frutos não climatéricos + temperatura ambiente;
  • Recipiente 4: frutos não climatéricos + temperatura geladeira ou câmara fria.

Deve-se inserir um tomate, uma banana e um abacate nos dois recipientes de frutos climatéricos, e uma laranja e um cacho de uva nos dois recipientes de frutos não climatéricos. Colocar 1 mL do azul de bromotimol em pequenos e transparentes vidros e acondicionar no interior de cada recipiente com um fita crepe, de modo a mantê-los fixos sem entornar a solução indicadora (Figura 2).

fig_2

Figura 2: Frutos climatéricos e não climatéricos nos recipientes com a solução indicadora de azul de bromotimol


Acondicionar um recipiente de cada grupo (climatérico e não climatérico) em geladeira e outro em temperatura ambiente. Fechar os recipientes e anotar a hora na tampa dos recipientes (Figura 3). Aguarde pelo menos 12 horas, observe e anote as mudanças de cor do indicador, adotando um sistema de convenção para as variações de cores da solução indicadora.

Fig_3.jpg

Figura 3: Frutos climatéricos e não climatéricos nos recipientes com marcação da hora de início do experimento


Resultados esperados

Observar-se-á uma mudança mais rápida de cor da solução indicadora (azul de bromotimol) no tratamento contendo frutos climatéricos, umas vez que esses frutos apresentam um pico na atividade respiratória no final do seu desenvolvimento, ou seja, quando estão amadurecendo, enquanto que os frutos não climatéricos isso não acontece. E uma alteração mais rápida de cor da solução indicadora nos tratamentos dos frutos mantidos em temperatura ambiente porque a taxa respiratória é maior nessa temperatura que na condição de geladeira ou câmara fria.

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Fig_4 correto.jpg

Figura 4: Escala de cor, indicativa de pH com a utilização de Azul de Bromotimol


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