Práticas Laboratorias em Biologia Vegetal

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AULA 10 – EFEITO DA SALINIDADE SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE PLANTAS JOVENS DE MILHO

Introdução

Salinidade é definida como o excesso de sais solúveis, sódio trocável ou ambos nas camadas superficiais do solo, o qual afeta o desenvolvimento vegetativo. A salinidade nos solos, principalmente nas áreas agricultáveis traz sérios problemas às plantas e para a agricultura de modo em geral, principalmente por interferir na fisiologia e no metabolismo vegetativo, provocando danos em todas fases do desenvolvimento, desde a germinação, até a produção de frutos. Os íons existentes no solo, principalmente o Na+ e o Cl, exercem efeitos de forma direta ou indireta, lenta ou imediata, total ou parcial sobre o desenvolvimento e produção das culturas, e de forma peculiar nas espécies sensíveis. A salinidade afeta negativamente a absorção de água pelas raízes, pela diminuição do potencial hídrico externo, afetando sobremaneira as taxas fotossintéticas. Portanto, a salinidade, provocada pela redução do potencial osmótico, causa sério desbalanço nutricional devido à elevada concentração iônica e a inibição da absorção de minerais importantes pelas raízes.


Objetivos específicos desta prática

Avaliar as respostas fisiológicas sobre plantas jovens de milho cultivadas em diferentes concentrações de NaCl;

Identificar os principais efeitos tóxicos da salinidade em plantas jovens de milho.


Procedimentos

Cada grupo, previamente definido, deve preparar sua solução salina, conforme recomendação do professor, sempre levando em consideração o peso molecular do NaCl (58,44 g L-1), o volume desejado e a molaridade dos tratamentos (0, 50, 100, 150, 200 e 250 mM)  (Equação 1). Para isso, no preparo da solução deve-se pesar a quantidade exata de NaCl para cada tratamento e dissolvê-lo em um Becker contendo cerca de 200 mL água destilada. Com a dissolução total do NaCl, deve-se completar o volume para 1 L utilizando um balão volumétrico. A solução pronta deve ser armazenada em garrafas âmbar devidamente identificadas com cada um dos tratamentos.

Equação 1. Exemplo da regra de três composta para cálculo da obtenção da quantidade de cloreto de sódio a ser pesado para preparação da solução salina variando os tratamentos.

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*No exemplo mostrado, usou-se o cálculo para o tratamento de 50 mM.

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Figura 1. Plântula de milho individualizada em sacos de muda

Em seguida, prepararemos os sacos de muda onde serão plantadas as sementes de milho. Reserve pelo menos três sacos de mudas, devidamente identificados com cada tratamento, preenchendo-os com areia lavada e peneirada. Em seguida, coloque cuidadosamente três sementes de milho sobre o substrato, recobrindo-a com uma fina camada de areia. Após sete dias, faça o desbaste das plântulas, garantindo uma única planta por saco (Figura 1).


Essas plântulas devem ser irrigadas diariamente com água destilada por pelo menos vinte dias, quando as plantas serão encaminhadas ao laboratório, onde serão avaliadas alguns aspectos morfológicos iniciais: (i) altura total da planta; (ii) número de folhas verdadeiras; (iii) diâmetro do colo a 2 cm do nível do solo (Figura 2).

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Figura 2. Medições biométricas realizadas em plântulas de milho. A – marcação da região a 2 cm acima do nível do substrato; B – medição do diâmetro do caule na região demarcada à 2 cm a nível do substrato com auxílio de um paquímetro digital; C – medição da altura da plântula.

A partir desse momento, as plântulas serão irrigadas três vezes por semana, sempre com as soluções salinas preparadas acima, correspondente a cada um dos tratamentos, indicado no saco de muda. Transcorridos mais 15 dias, o experimento será finalmente desmontado, sendo as plantas, então, avaliadas de forma semelhante à avaliação inicial. Por fim, as plantas serão segmentadas em parte aérea (PA) e sistema radicular (SR). Neste momento, as massas frescas e secas da PA e do SR serão aferidas. Com os valores da massa seca, calcular a razão PA:SR, dividindo-se um valor pelo outro.


Resultados esperados

Os dados dos diferentes tratamentos deverão ser compartilhados entre os grupos e os dados, apresentados em tabelas e gráficos (Tabela 1) (Figura 3).

Tabela 1 – Incremento de altura, diâmetro e parte aérea e subterrânea coletados a partir de plantas de milho expostas a salinidade. Os parâmetros com Δ representam a diferença entre os valores finais menos o valor inicial.

tabela-1

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Figura 3: Plantas de milho cultivadas em solução de Hoagland

As plantas de milho exibidas na figura 3 foram cultivadas em solução de Hoagland contendo 0, 50, 100, 150, 200 e 250 mM de NaCl. Observe os sintomas de murcha e toxicidade pela presença de sais.

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