Práticas Laboratorias em Biologia Vegetal

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AULA 16 – FATORES QUE AFETAM A FOTOSSÍNTESE EM Elodea canadensis

Introdução

As plantas, graças à presença de clorofila em seus tecidos, são capazes de captar energia luminosa do sol e utilizá-la na síntese de moléculas orgânicas, através da fotossíntese. Sabemos que a taxa fotossintética é facilmente afetada por vários fatores, tais como a intensidade luminosa, a temperatura e a concentração de dióxido de carbono (CO2). Neste sentido, uma oportunidade ótima para o entendimento dos processos que envolvem a fotossíntese é o emprego de técnicas laboratoriais simples, como a contagem do número de bolhas produzidas pela planta aquática Elodea canadensis, submersa em água pura, em diferentes condições do meio.


Objetivos específicos desta prática

Verificar o efeito da luminosidade sobre a taxa de fotossíntese em Elodea canadensis.

Verificar como a concentração de CO2 afeta a fotossíntese.


Procedimentos

Primeiramente, iremos verificar o efeito da intensidade luminosa sobre a fotossíntese, aplicando luz em diferentes distâncias da planta. Para tanto, devemos montar um ramo de E. canadensis envolto num bastão de vidro, com as extremidades amarradas e introduzi-la numa proveta de vidro de 1000 mL (Figura 1).

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Figura 1: Esquema da montagem do sistema para avaliação de fotossíntese em ramos jovens de E. canadensis

Com a proveta situada a 50 cm de uma lâmpada de 200 W (~30 µmol fótons m-2 s-1), aguarde 5 minutos para estabilização da condição e determine o número de bolhas produzidas por minuto. Repita as contagens pelo menos três vezes e faça uma média desses valores. Em seguida, repita o mesmo procedimento para as distâncias de 30 (~170 µmol fótons m-2 s-1) e 10 cm (~750 µmol fótons m-2 s-1).

Após o término dessa primeira parte da prática, iremos verificar o efeito do bicarbonato de sódio (NaHCO3) e do enriquecimento de CO2 sobre a fotossíntese em Elodea canadensis. Para tanto, acrescentaremos bicarbonato de sódio a 0,2% em água destilada, mergulhar um ramo de E. canadensis, deixar por 5 min. para aclimatação, em seguida contar o número de bolhas nas mesmas distâncias propostas. Em seguida, transferir o sistema para uma proveta contendo ¾ (cerca de 750 mL) de água gasosa e mais ¼ de água destilada, perfazendo 1 L de solução. Insira o sistema na proximidade da fonte luminosa e conte o número de bolhas como descrito anteriormente.

Normalize os dados, considerando 100% o número máximo de bolhas e os outros em relação a ele. Por exemplo, se na distância de 10 cm o número médio de bolhas foi de 82, considere que este valor é o máximo de fotossíntese, portanto 100% da capacidade fotossintética do sistema. Agora pegue o valor médio do número de bolhas a 50 cm (neste caso foi 30) e perceberá que intensidade de fotossíntese a 50 cm é aproximadamente 36% da fotossíntese registrada a 10 cm da fonte luminosa.

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Resultados esperados

Baseando-se na intensidade máxima de fotossíntese, distância de 10 cm da fonte luminosa, foram calculados as médias dos percentuais de bolhas produzidos para cada distância, sendo (i) 10 cm de distância a intensidade máxima de fotossíntese, (ii) 30 cm de distância a intensidade média de fotossíntese e (iii) 50 cm de distância a intensidade mínima de fotossíntese.

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Figura 2. Intensidade percentual de atividade fotossintética medida por meio da evolução de bolhas em ramos jovens de E. canadensis

Não há dúvidas que a intensidade luminosa se apresenta como um fator de influência direta na fotossíntese de plantas. Nota-se que ao diminuir a distância da fonte de luz registra-se um aumento acentuado do número de bolhas produzidas pelos ramos de E. canadensis (Figura 2). Observamos que a fotossíntese tende a aumentar quando a atmosfera é modificada. As soluções contendo NaHCO3 e água gasosa, favorecem a liberação de bolhas em função do aumento de carbono disponível na solução; situação análoga a elevação da fotossíntese em resposta ao aumento da disponibilidade de carbono na atmosfera.


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