Práticas Laboratorias em Biologia Vegetal

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AULA 33 – FABRICANDO MASSAS PARA USO EM FERRAMENTAS LÚDICAS

Introdução

A morfologia vegetal é uma ciência que ao mesmo tempo é bela e muito apreciada, também é muito odiada pelos alunos. O fato de ter que decorar um zilhão de nomes e formas faz com que o aluno se canse e acabe por ter aversão a esta disciplina tão bela. Por ser tão bela e facilmente percebida por todos, esse conceito deveria ser trabalhado desde as séries iniciais no ensino infantil até o ensino médio. É neste ponto que surge uma grande incógnita: como ensinar morfologia e anatomia vegetal para alunos de séries iniciais? Uma das maneiras é utilizando as ferramentas lúdicas, onde o professor constrói, junto com o aluno peças morfológicas e anatômicas de uma forma lúdica e divertida.


Objetivos específicos desta prática

Confeccionar massas de biscuit e massas comestíveis (massa de leite em pó e gelatina) para servir de suporte para confecção de modelos botânicos;

Demonstrar como a ludicidade e a interação entre grupos pode ser saudável e divertida, quando se pretende avançar no ensino de biologia vegetal.


Procedimentos e Resultados esperados

Confecção de massa de biscuit

Pesar 300 gramas (ou 1,5 copos americanos) de amido de milho e dispor numa tigela de plástico (Figura 1).

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Figura 1. Medição (A) e disposição (B) do amido de milho sobre a tigela de plástico

Despeje sobre o amido de milho 250 gramas (cerca de 1 copo americano) de cola branca para porcelana fria (Figura 2).

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Figura 2. Adição da cola branca para porcelana fria sobre o amido de milho

Com o auxílio de uma colher de madeira ou plástico misture muito bem os dois ingredientes (Figura 3a). Após bem misturado, adicione 2 colheres de vaselina líquida (Figura 3b) para deixar a massa mais lisa e fácil de trabalhar.

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Figura 3. Processo de mistura dos dois primeiros ingredientes (A) e adição da vaselina líquida (B) sobre a massa

Caso a massa não seja usada de prontidão, recomenda-se adicionar, ainda, um coadjuvante ou conservante para evitar a proliferação de fungos sobre a massa. Recomenda-se a utilização do suco de 1 limão médio ou duas colheres de vinagre (Figura 4). Pode-se adicionar ainda uma essência para tirar da massa o cheio do limão e da vaselina o que deixa a massa mais agradável de trabalhar.

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Figura 4. Adição do suco e limão sobre a massa para evitar a proliferação de fungos

Uma vez misturado todos os ingredientes, passa-se, então para o processo de “sova” da massa. Para tanto, despeje toda a massa sobre uma superfície lisa e firme (Figura 5a) e com as mãos siga “sovando” a massa até que ela desgrude totalmente da mão (Figura 5b) e esteja bem elástica. Caso sinta que a massa está muito mole, adicione, aos poucos, mais amido de milho; ao mesmo passo que se a massa estiver muito dura, pode-se adicionar mais cola branca. Para saber o exato ponto da massa, puxe uma ponta conta a outra e ao quebrar, a massa deve formar uma ponta de seta bem lisinha (Figura 5c).

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Figura 5. Processo sequencial para “sova” da massa (A, B) até o ponto de gota ou de seta (C)

Uma vez finalizada, você pode dividir a massa em pequenos pedaços, embalar e guardar na geladeira por até 1 semana.

Recomenda-se colorir a massa somente no momento da utilização. Para tanto, pegue uma porção da massa pronta e adicione a tinta de tecido ou tinta látex (Figura 6). Faça isso de uma só vez, pois dificilmente você atingirá o mesmo ponto se for precisar de mais massa.

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Figura 6. Processo de coloração da massa de biscuit

Pronto, agora é só dar a massa ao aluno e modelar as peças morfológicas e anatômicas (Figura 7).

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Figura 7. Confecção das peças morfológicas com biscuit


Confecção de massa de leite em pó

Misture cerca de 100 gramas (ou dois copos tipo americanos) de leite em pó de boa qualidade (Figura 8a) com a mesma quantidade de açúcar Glaçúcar ou açúcar de glace numa tigela redonda (Figura 8b).

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Figura 8. Pesagem do leite em pó (A) e adição do açúcar de glacê (B)

Misture muito bem estes dois ingredientes (Figura 9a) e adicione aos poucos 50 mL de leite de coco (Figura 9b), misturando novamente os ingredientes.

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Figura 9. Processo sequencial de misturar todos os ingredientes

Uma vez misturado todos os ingredientes, a massa deve ser “sovada” com as mãos limpas (recomenda-se o uso de luvas de culinária, descartáveis) (Figura 10).

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Figura 10. Processo de “sova” da massa de leite ninho

Caso necessário, pode-se adicionar mais leite em pó ou mais leite de coco caso a massa esteja muito mole ou muito dura, respectivamente. Entretanto, muito cuidado neste ponto, pois se juntar muito leite em pó, a massa vai ficar com gosto residual de leite em pó e não agradável ao paladar, já se adicionar muito açúcar, pode ficar muito doce.

Igualmente a anterior, a massa de leite ninho deve ser dividida em pequenos pedaços, embalada com filme plástico e guardada na geladeira por até 5 dias.

Na hora do uso, utilize corantes comestíveis para colorir pequenos pedaços de massa (Figura 11a) e proceda a modelagem das peças (Figura 11b-e). Para tornar as peças ainda mais atraentes ao paladar, pode-se jogar pincelar, levemente açúcar cristal sobre as peças (Figura 11f).

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Figura 11. Montagem das peças anatômicas e morfológicas com massa de leite em pó

O mais legal dessa aula é que os alunos podem comer as peças depois de moldar. Mas antes de fazer isso, se certifique que na sala não exista nenhum aluno diabético.


Confecção de gelatina para modelagem

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Figura 12. Fervura da água

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Figura 13. Processo sequencial de misturar o pó de gelatina à água

Primeiramente deve-se ferver 100 mL de água em um micro-ondas ou ebulidor de água (Figura 12).

Após mexer bem e dissolver por completo a gelatina, adicione mais 100 mL de água gelada e mistura bem. Como a gelatina não permite coloração tardia, deve-se fazer gelatinas de várias cores ainda líquida.

Após ter todas as cores (sabores) de gelatina, despeje a gelatina, ainda líquida sobre vasilhas retangulares forradas com plástico filme. O plástico filme lhe auxiliará no processo de desenformar a gelatina para o trabalho.

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Figura 14. Processo de desenformar a gelatina

Leve para a geladeira por cerca de 5 a 10 horas. Para permitir que a gelatina seja cortada e moldada ela deve ser bem mais dura do que a habitual, portanto, não utilize a receita de fazer gelatina que vem junto com a embalagem (Figura 14).

Gelatina pronta, agora é só usar a criatividade e moldar as peças (Figura 15).

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Figura 15. Montagem das peças morfológicas utilizando gelatina comestível

Assim como a anterior, essa aula também se torna divertida pelo fato dos alunos poderem comer as peças produzidas ao final. Para tanto, garanta que todo o processo foi realizado com higiene.


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