Práticas Laboratorias em Biologia Vegetal

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AULA 37 – ESTRUTURA GERAL E ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO DE RAÍZES E CAULES

Introdução

Esta prática envolve cortes anatômicos que podem ser realizados em parafina, resina, micrótomo de mesa ou a mão livre (Figuras 1-6). Esta prática permitirá ao estudante identificar, anatomicamente, o órgão vegetal bem como reconhecer o estágio de desenvolvimento e todos os tecidos que fazem parte do respectivo órgão analisado (Figuras 7-11).


Para Inclusão em parafina

Fig_1 (7).jpg

Figura 1. Métodos usuais em anatomia vegetal para inclusão em parafina. A. Fixação em FAA50% (Formaldeído, ácido acético e álcool 50%). B. Desidratação em série etílica crescente. C. Série de álcool butílico e etílico

Fig_2 (6).jpg

Figura 2. Métodos usuais em anatomia vegetal para inclusão em parafina, continuação 1. A. Séries de parafina com álcool butílico terciário puro, parafina pura e parafina com cera. B. Amostra botânica com parafina. C. Moldes de papel para incluir a amostra botânica com parafina. C. Bloco de madeira com a parafina solidificada com a amostra botânica

fig_3-5

Figura 3. Métodos usuais em anatomia vegetal para inclusão em parafina, continuação 2. A. Micrótomo rotativo de avanço automático. B-C. Resumo da série de desparafinização, hidratação, coloração e desidratação. D. Montagem das lâminas em Permount. E. Análise e seleção das lâminas em microscópio. F. Fotomicrografias e digitalização das imagens


Para Inclusão em resina

fig_4-5

Figura 4. Métodos usuais em anatomia vegetal para inclusão em resina. A. Fixação em FAA50% (Formaldeído, ácido acético e álcool 50%). B. Desidratação em série etílica crescente. C-E. Soluções de pré-infiltração, infiltração e resina

fig_5-3

Figura 5. Métodos usuais em anatomia vegetal para inclusão em resina. A. Inclusão da amostra botânica em resina, no histomolde. B. Bloco de madeira com a amostra botânica em resina. C. Corante azul de toluidina após cortes no micrótomo rotativo (Figura 3A) e D. Permount para fechamento das lâminas


Cortes em micrótomo de mesa ou a mão livre – material a fresco

fig_6-3

Figura 6. Cortes de materiais a fresco. A. Micrótomo de mesa para os cortes das amostras botânicas, utilizando o pecíolo de embaúba, lâmina de barbear, água glicerinada para facilitar o deslizamento da navalha no micrótomo de mesa. B. Água sanitária para clarificar os cortes, corante safrablau, lâminas, gelatina glicerinada e lamínulas para fechamento das lâminas


Objetivos específicos desta prática

Diferenciar, anatomicamente, raiz primária e caule primário;

Reconhecer todos os tecidos vegetais e identificar o estágio de desenvolvimento da raiz e do caule;

Discutir quem originou os meristemas secundários em cada órgão analisado e destacar como ocorreu o crescimento secundário na raiz e no caule das lâminas selecionadas para o estudo;


Procedimentos e Resultados esperados

O professor irá selecionar cortes de raízes e caules em estágio primário e secundário para o aluno identificar todos os tecidos, diferenciar anatomicamente um órgão do outro e um estágio de desenvolvimento do outro, além de explorar as células condutoras do xilema, em corte transversal e longitudinal (Figuras 7-11). Além disso, o professor irá discutir a origem dos meristemas secundários em cada órgão e a ocorrência deste crescimento em cada órgão analisado. Após a visualização e discussão de cada lâmina, esperam-se que os estudantes tenham facilidade em reconhecer anatomicamente os órgãos vegetais e seus estágios de desenvolvimento.

As figuras 7 e 8 mostram cortes transversais de raiz e caule, respectivamente de Ricinus communis (Euphorbiaceae), mamona.

fig_7-3

Figura 7. A. Material incluído em resina. B. Material fresco cortado em micrótomo de mesa. A. Raiz em início de crescimento secundário. B. Raiz em crescimento secundário, com destaque ao xilema secundário e ainda na região mais interna do órgão destacando o metaxilema e o protoxilema (xilema primário). A. Barra= 100 micrometros; B= 30 micrometros. Mx: metaxilema; Px: protoxilema; Xi 2º= xilema secundário

fig_8-3

FIGURA 8. ANATOMIA CAULINAR. CORTES TRANSVERSAIS EM MICRÓTOMO DE MESA (MATERIAL A FRESCO). A. VISTA GERAL DO CAULE. B-C. DESTAQUE AO COLÊNQUIMA, FEIXES VASCULARES E CÂMBIO. D. DESTAQUE AOS TECIDOS EPIDERME, ESTRUTURA SECRETORA E COLÊNQUIMA. A. BARRA= 200 MICRÔMETROS; B-D = 50 MICRÔMETROS. EC: ESTRUTURA SECRETORA; EP: EPIDERME; CL: COLÊNQUIMA; CV: CÂMBIO; EV: ELEMENTO DE VASO; ME: MEDULA

A figura 9 mostra cortes transversais de raiz  e as figuras 10 e 11 mostram cortes de caule transversais e longitudinais, respectivamente, de Ricinus communis (Euphorbiaceae), mamona.

Fig_9 (3).jpg

FIGURA 9. ANATOMIA RADICIALCORTES TRANSVERSAIS, EM PARAFINA, CRESCIMENTO SECUNDÁRIO E FORMAÇÃO DE UMA RAIZ LATERAL. BARRAS= 200 MICRÔMETROS. RL: RAIZ LATERAL; PE: PERIDERME.

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FIGURA 10. ANATOMIA CAULINAR. CORTES TRANSVERSAIS, EM RESINA, CRESCIMENTO SECUNDÁRIO. A. BARRA= 200 MICRÔMETROS; B E D= 50 MICRÔMETROS; C= 30 MICRÔMETROS. AM: AMIDO; CV: CÂMBIO; DR: DRUSA; ME: MEDULA; PE: PERIDERME; XI 2º= XILEMA SECUNDÁRIO.

fig_11-2

FIGURA 11. ANATOMIA CAULINAR. CORTES LONGITUDINAIS, EM PARAFINA. A-D. DESTAQUE AO PADRÃO DE LIGNIFICAÇÃO DA PAREDE DO ELEMENTO DE VASO (EV). NA FIGURA B, EVIDENCIA-SE UM EV COM PADRÃO DE LIGNIFICAÇÃO DA PAREDE ESCALARIFORME E NA FIGURA D, UM EV COM PADRÃO DE LIGNIFICAÇÃO DE PAREDE PONTOADO. A. BARRA= 200 MICRÔMETROS; B= 50 MICRÔMETROS; C-D= 30 MICRÔMETROS. EV: ELEMENTO DE VASO; ME: MEDULA; MX: METAXILEMA.


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