Práticas Laboratorias em Biologia Vegetal

Início » AULA 6 – GUTAÇÃO

AULA 6 – GUTAÇÃO

Introdução

Ao transpirar, a planta reduz seu potencial hídrico foliar, o que leva indução do fluxo de seiva através do xilema que é transportada por tensão. A evaporação da água na região da câmara subestomática (e em torno das células guarda) enriquece os espaços intercelulares e o ambiente da câmara subestomática de vapor de água, que então tende a ser dissipado para a atmosfera através do poro estomático.

Em linhas gerais, gutação é a eliminação de água em estado líquido pelas folhas. É um processo comum em plantas nativas de locais úmidos, onde a água precisa ser eliminada do organismo rapidamente. Essa umidade deve ser elevada tanto no solo quanto na atmosfera, pois a saída de água nas plantas ocorre naturalmente na forma de vapor.

A gutação ocorre quando a transpiração é muito lenta ou ausente, o que em geral acontece durante a noite, especialmente quando a temperatura está baixa e a umidade relativa do ar é elevada e ainda a planta deve estar num solo saturado (cujo potencial hídrico seja zero ou muito próximo de zero).A gutação é inibida quando tiver água com solução salina, o que provoca uma espécie de impedimento na entrada de água na célula pois o composto salino é muito grande ao espaço apoplástico que a célula possui. Também a célula pode ser prejudicada pois o excesso de sal provoca uma espécie de queima nos tecidos da raiz, e os hidatódios não a conseguem liberar, podendo até fazer com que a planta morra por falta de sais minerais.


Objetivos específicos desta prática

Reforçar o conhecimento sobre os mecanismos de transporte a longa distâncias de água nas plantas;

Reforçar que o mecanismo tênsil não coexiste com o de pressão;

Mostrar os componentes necessários para a manifestação da gutação;

Evidenciar o processo de gutação em plantas;


Procedimentos e resultados esperados

Primeiramente precisamos produzir plantas jovens de tradescântia (Setcreasea pallida) (Figura 1), as quais devem ser cultivadas em locais com bastante luminosidade e irrigação. Sugere-se pequenos vasos.

fig_1-1

Figura 1. Plantas de Setcreasea pallida cultivada em vasos de 5 litros


Uma semana antes da prática uma parte das plantas devem ter sua irrigação suspensa, de modo a termos plantas sensivelmente murchas no dia da instalação do experimento.

Em seguida vamos preparar um aquário ou cuba de vidro grande onde teremos que dispor uma planta bem hidratada e com o solo bem saturado de água e a outra sensivelmente murcha.

fig_2-1

Figura 2. Esquema de montagem do experimento


Próximo e no fundo do aquário deve-se inserir papel toalha molhados de forma a manter o ambiente com atmosfera enriquecida de água.

Fecha-se o aquário, vedando-o bem com o auxílio de filme PVC. Uma terceira planta de Setcreasea pallida deve ser mantida no lado de fora do aquário em ambiente aberto com baixa umidade relativa do ar (pode ser dentro do laboratório com ar condicionado ligado).

Os alunos serão estimulados a olhar as plantas e fotografá-las diariamente percebendo as diferenças entre as plantas em ambiente aberto, com baixa umidade do ar e plantas hidratadas, mantidas em locais saturados em água. Espera-se que a gutação veja verificada com mais intensidade nas plantas mantidas dentro do aquário e bem hidratas e praticamente não se perceba gutação nas plantas mantidas do lado de fora do aquário.


Avançar para a próxima aula prática                                 Retornar a prática anterior                                           Retornar ao início do capítulo
%d blogueiros gostam disto: